acreditem ou não isto é Monumento Nacional classificado em Ondjiva, Cunene!
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
há um sítio onde nunca mais quero voltar...
formigueiro com 2m de altura
no reino do Imbomdeiro
majestoso...
Fomos uns heróis. 500km para nós é como roubar gelados a criancinhas! Fizemos 4.000km em 5 dias quase sem descanso e em estradas inacreditáveis. Quando havia descanso não tinhamos nada para fazer. Maldita influência Angolana no norte da Namíbia! Que praga.
Como qualquer viagem de carro em Angola temos de estar preparados para tudo. Ter um furo é algo normal, andar a fazer contas ao combustível já ningúem estranha, sustos com vacas ou burros a cruzar a estrada é coisa comum, avarias, capotamentos e afins começa a ser rotineiro. Novidade é perder uma porta. Especialmente quando está fechada e é a da bagageira!! T.I.A. meus amigos, qual lei de Murphy qual quê... nem o Murphy estava preparado para o que acontece por estas bandas. É de perder a cabeça, confesso.
A Namíbia que queria ver não foi possível. Fomos com altas espectativas de uns dias na "Europa e África" mas mais parecia a Tchechénia. Ainda para mais com o transporte errado, em África o Rei é o avião e o Príncipe é o carro alugado.
Hei-de voltar à Namíbia mas nunca a Oshakati de los cojones! Aka!
Como qualquer viagem de carro em Angola temos de estar preparados para tudo. Ter um furo é algo normal, andar a fazer contas ao combustível já ningúem estranha, sustos com vacas ou burros a cruzar a estrada é coisa comum, avarias, capotamentos e afins começa a ser rotineiro. Novidade é perder uma porta. Especialmente quando está fechada e é a da bagageira!! T.I.A. meus amigos, qual lei de Murphy qual quê... nem o Murphy estava preparado para o que acontece por estas bandas. É de perder a cabeça, confesso.
A Namíbia que queria ver não foi possível. Fomos com altas espectativas de uns dias na "Europa e África" mas mais parecia a Tchechénia. Ainda para mais com o transporte errado, em África o Rei é o avião e o Príncipe é o carro alugado.
Hei-de voltar à Namíbia mas nunca a Oshakati de los cojones! Aka!
terça-feira, 22 de setembro de 2009
vou ali já venho... espera só, yá?




Amanhã já estou a caminho. Mala feita, muita música no iPod, a Tundra bem atestada, muita água e quase 4000km pela frente. A primeira paragem é no Lubango, antiga Sá da Bandeira, a princesa da Chela na ex-Coimbra de Angola onde se pode ver a Nossa Senhora do Monte, a Serra da Leba, cascatas e até o Cristo Rei! Batemos umas chapas e comemos qualquer coisa no Huíla Café e zarpamos em direcção a Ondjiva, antiga Pereira d'Eça, antes de passar a fronteira para a Namíbia. Isto tudo no mesmo dia.
No dia seguinte paramos em Oshakati antes de descer até ao Etosha National Park. Subimos até a Ruacana Falls, passamos por Epupa Falls e entramos no deserto do Namibe onde vamos ver a Baía dos Tigres, Baía das Pipas, cidade do Namibe, antiga Moçamedes, e subimos para Benguela. Este é o plano para 5 ou 6 dias mas que podem bem ser mais alguns. Como se diz por aqui malembe, malembe...
No dia seguinte paramos em Oshakati antes de descer até ao Etosha National Park. Subimos até a Ruacana Falls, passamos por Epupa Falls e entramos no deserto do Namibe onde vamos ver a Baía dos Tigres, Baía das Pipas, cidade do Namibe, antiga Moçamedes, e subimos para Benguela. Este é o plano para 5 ou 6 dias mas que podem bem ser mais alguns. Como se diz por aqui malembe, malembe...
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
glossário angolano

Aiué - Manifestação de dor. Aka - Credo, chiça. Banda - Bairro, lugar perto da moradia. Barona - Mulher. Bazar - Fugir. Bazaruka - Charro. Biricoca - Cerveja. Bisnar - Roubar, mentir. Bitola – Também usado para cerveja. Bué -Muito. Candengue - Novato. Chibado - Bêbado. Chuinga - Chiclete. Chupar - Beber. Coiso - Palavra curinga, serve para qualquer coisa, pessoa e muitas vezes até como verbo. Cúbico - Casa, quarto. Cuiar/bala - Tudo bem. Exemplo de uso: Como é, tás fixe? Ya, to a cuiar, to bala. Deu caldo - Morreu. Desconseguir – Não conseguir. Estamos Juntos - Cumprimento usado pelos angolanos. Fatigar – Canseira. Exemplo: "Tás a me fatigar". Fatigado – Avariado, quando designado para máquinas. Exemplo: Essa geladeira tá fatigada, a pá. Fazer banga - Ostentar marcas. Jiboiar – Descansar (dormir) após o almoço. Kandandu - Um abraço. Kaxexe - Segredo. Kianda - Sereia em quimbundo, no singular. No plural, torna-se Ianda. Kibiona - Apalpadela numa mulher, geralmente no rabo. Kilape - Fiado, empréstimo. Kota - Forma respeitosa de chamar os mais velhos. Kubata - Alhota, residência, domicílio. Kumbu - Dinheiro. Kwata-Kwata - Era o nome dado para as guerras entre os principados do reino do Congo antes da colonização portuguesa. Virou expressão de uso corrente e quando um angolano quer mandar o cachorro atacar alguém, por exemplo, diz ao cão: "kwata-kwata". Maka – Problema. Malembe - Devagar. Mambo – Objecto, alguma coisa. Marimbondo - Formiga grande e feroz. Mata-bicho – O pequeno-almoço. Com o uso, virou verbo, exemplo “Já mata-bichastes hoje?” Mataku - Rabo, cu. Matuji, tuji - Merda. Matumbos - Burros. Muata - Chefe. Mujimbu - Boato. Múkua - Fruto do imbondeiro, faz-se um sumo, bem fresco e com qualidades laxativas. Museke - Terreno arenoso, bairro. Muxima - Coração . Não tem kigila - Não há problema. Nas Calmas - Tudo bem. Parte-os-cornos – Camisa de mangas cavas. Pato - Penetra de festa, o famoso bico. Pita Bwé - Come muito. Pula - Branco. Sakidila – Obrigado. Soba - Autoridade suprema de um domínio africano. Tá a bater – Tudo bem (resposta à pergunta "tudo bem?"). Tranco - Fazer amor. Um valor - Mulher linda. Xé - Psst, tu, você, olá.
Trends by Cláudia Gazar

"Insatisfeito com o modelo social centrado na idolatria do trabalho, ele propõe um novo modelo baseado na simultaneidade entre trabalho, estudo e lazer, no qual os indivíduos são educados a privilegiar a satisfação de necessidades radicais, como a introspecção, a amizade, o amor, as actividades lúdicas e a convivência (...) O ócio pode transformar-se em violência, neurose, vício e preguiça, mas pode também elevar-se para a arte, a criatividade e a liberdade. É no tempo livre que passamos a maior parte de nossos dias e é nele que devemos concentrar nossas potencialidades." in Ócio criativo de Domenico De Masi
couch potato

Ontem foi feriado. Mais um. Outro dia a rebolar no sofá a tentar achar um canal que me afaste da minha PS3 e do Grand Theft Auto IV. Já acabei o Metal Gear Solid e o Fallout. Tenho de por uma velinha à Santa Playstation porque se não fosse ela já tinha dado em maluco!
Almofadas, comida, bebida, cinzeiro e os comandos bem a jeito. A chatice de ter de atender o telefone de quando em vez e a terrível escolha entre programas... amanhã vou ao ginásio e vou passar o fim de semana na praia! Juro! Acho...
N.B: Para quem não sabe um couch potato é uma pessoa que passa a maior parte do seu tempo livre sentado, deitado ou escarrapachado num sofá. Esse estereótipo encaixa perfeitamente naquelas pessoas preguiçosas e com mais peso do que deviam (balofos, cheiinhos ou gordos mesmo) que vêem demasiada televisão. Em geral, o termo se refere a um estilo de vida sedentário em que as crianças ou adultos não praticam suficiente actividade física mas sabem perfeitamente a que horas dá o Prison Break ou a próxima telenovela foleira da Globo.
N.B: Para quem não sabe um couch potato é uma pessoa que passa a maior parte do seu tempo livre sentado, deitado ou escarrapachado num sofá. Esse estereótipo encaixa perfeitamente naquelas pessoas preguiçosas e com mais peso do que deviam (balofos, cheiinhos ou gordos mesmo) que vêem demasiada televisão. Em geral, o termo se refere a um estilo de vida sedentário em que as crianças ou adultos não praticam suficiente actividade física mas sabem perfeitamente a que horas dá o Prison Break ou a próxima telenovela foleira da Globo.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
TOLERÂNCIA

Etimologicamente a palavra tolerância significa sofrer ou suportar pacientemente (para mim começa mal). O conceito tolerância radica numa aceitação assimétrica de poder: a) Tolera-se aquilo que se apresenta como distinto da maneira de agir, pensar e sentir de quem tolera; b) Quem tolera está, em princípio, numa posição de superioridade em relação aquele que é tolerado. Neste sentido pode ou não tolerar (estilo lista de Schindler, entendo... ).
A tolerância pressupõe sempre um padrão de referência, as margens de tolerância e aquilo que se assume como intolerável (e quem baliza a tolerância?).
A tolerância pode surgir como a simples aceitação das diferenças entre aquele que tolera e o tolerado, ou como a disponibilidade do primeiro para integrar ou assimilar o segundo (continuo na minha... sou pouco tolerante!).
A tolerância pressupõe sempre um padrão de referência, as margens de tolerância e aquilo que se assume como intolerável (e quem baliza a tolerância?).
A tolerância pode surgir como a simples aceitação das diferenças entre aquele que tolera e o tolerado, ou como a disponibilidade do primeiro para integrar ou assimilar o segundo (continuo na minha... sou pouco tolerante!).
"Tolerar a tolerância leva à intolerância absoluta - Vasco Pulido Valente"
a porta aberta

Tudo começou ontem às 8h da manhã quando o Félix me apresentou à porta de casa a M. Olhei para ela como a salvação das minhas roupas e imaginei a sujidade tal qual um monstro a ser dominado pelo esfregão. Qual quê. Rápido percebi que iria ser complicado explicar o que é uma máquina que lava a roupa sozinha e a importância de se lavar a banheira. Tremi mas arrisquei!
Confesso que me abstraí durante toda a manhã mas resolvi passar em casa à hora do almoço. Só para ver como estavam as coisas, entendem? Até que pareciam bem o que me levou ao 2º erro... Ó M, quando saíres bate a porta da cozinha e fecha o portão com força. Ok? Saí descansado. Voz forte e decidida. Ela compreendeu. Yá!
Assim que voltei estranhei ouvir bater o portão ao vento. Decidi entrar pela garagem para ver se ela ainda estava em casa. Não estava no jardim mas a porta da cozinha estava aberta. Deve estar em casa pensei eu. Não estava ninguém e a minha casa estava completamente aberta...
Ensaiei uma série de abordagens para tentar compreender a situação mas tudo se afigurava irreal e absurdo. Não consigo compreender tanta estupidez. O que será que lhe passou na cabeça? Se não é responsável com a casa que fará com o resto? Decidi não pensar mais em nada e lidar com a situação pela manhã.
Hoje de manhã descobri que a senhora tinha usado a minha Gillete... M? Estás despedida...
Confesso que me abstraí durante toda a manhã mas resolvi passar em casa à hora do almoço. Só para ver como estavam as coisas, entendem? Até que pareciam bem o que me levou ao 2º erro... Ó M, quando saíres bate a porta da cozinha e fecha o portão com força. Ok? Saí descansado. Voz forte e decidida. Ela compreendeu. Yá!
Assim que voltei estranhei ouvir bater o portão ao vento. Decidi entrar pela garagem para ver se ela ainda estava em casa. Não estava no jardim mas a porta da cozinha estava aberta. Deve estar em casa pensei eu. Não estava ninguém e a minha casa estava completamente aberta...
Ensaiei uma série de abordagens para tentar compreender a situação mas tudo se afigurava irreal e absurdo. Não consigo compreender tanta estupidez. O que será que lhe passou na cabeça? Se não é responsável com a casa que fará com o resto? Decidi não pensar mais em nada e lidar com a situação pela manhã.
Hoje de manhã descobri que a senhora tinha usado a minha Gillete... M? Estás despedida...
terça-feira, 15 de setembro de 2009
o dia seguinte bem precisa de uma pílula...

Acreditava que o que já não era bom dificilmente ficaria pior mas infelizmente não é verdade. Um programa de marretas ficou ainda pior com um puto armado aos cucos com vozinha de cana rachada! Sinceramente pareceu-me aquela anedota do menino anão aos saltinhos a pedir cervejas num balcão bem maior que ele... caramba que o gajo é irritante!
Ainda ontem, e depois de mais uma goleada do Benfica, era vê-lo aos pulinhos a tentar chamar a atenção - "Ó Zé Guilherme, Ó Zé Guilherme...". MAU. Venho aqui fazer um pedido ao Zé Guilherme para responder imediatamente ao Silvinho sempre que ele o chamar, para bem nos nossos queridos espectadores, da nossa paciência e dos nossos ouvidos!
A clubite e o umbiguismo está cada vez mais latente num programa que muito sinceramente não merecia. Falta é falta meus amigos, jogar bem é jogar bem e tropeçar nele próprio não é penalty... sinceramente! O programa merece uma revisão séria. Aquele que até alcançou alguma notoriedade está agora uns furos abaixo do que era e bem mais abaixo da concorrência. Mudem alguma coisa por favor com risco de perderem os poucos que ainda vos ouvem...
Ainda ontem, e depois de mais uma goleada do Benfica, era vê-lo aos pulinhos a tentar chamar a atenção - "Ó Zé Guilherme, Ó Zé Guilherme...". MAU. Venho aqui fazer um pedido ao Zé Guilherme para responder imediatamente ao Silvinho sempre que ele o chamar, para bem nos nossos queridos espectadores, da nossa paciência e dos nossos ouvidos!
A clubite e o umbiguismo está cada vez mais latente num programa que muito sinceramente não merecia. Falta é falta meus amigos, jogar bem é jogar bem e tropeçar nele próprio não é penalty... sinceramente! O programa merece uma revisão séria. Aquele que até alcançou alguma notoriedade está agora uns furos abaixo do que era e bem mais abaixo da concorrência. Mudem alguma coisa por favor com risco de perderem os poucos que ainda vos ouvem...
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
a ponte é uma passagem...


Ontem foi feriado. Feriado não, tolerância de ponto. Qual é a diferença? Em Angola nenhuma porque não é uma escolha vir trabalhar, é uma obrigação tolerar o ponto. Caramba, estou mesmo diferente para melhor. Já consigo tolerar, nem que seja o ponto.
Ontem foi tolerância de ponto porque se inaugurou uma ponte. Uau. Uma ponte. Uma ponte de 40.000.000 de Euros num rio de menos de 100 metros de largura. Haja dinheiro.
A partir de hoje já não se espera mais pela vez na Catumbela. Acelera-se na nova ponte que tem uns laivos de Vasco da Gama. Ou não?
Ontem foi tolerância de ponto porque se inaugurou uma ponte. Uau. Uma ponte. Uma ponte de 40.000.000 de Euros num rio de menos de 100 metros de largura. Haja dinheiro.
A partir de hoje já não se espera mais pela vez na Catumbela. Acelera-se na nova ponte que tem uns laivos de Vasco da Gama. Ou não?
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
da boys r back in town!
Quase todos os blogs começam a explicar o nome escolhido, porque existe, o que vão ler, etc. O meu não porque quem me vai ler já me conhece muito bem. Não vale a pena.
O que valeu a pena foi o último fim de semana em Benguela. Partimos de Luanda ainda de manhã depois de deixar a Cláudia no Aeroporto com destino ao Brasil. Super grávida só queria chegar a casa e meter os pés para cima. Nós não. Queríamos meter o pé na estrada e aproveitar este tempo juntos.
Também não quero descrever o Daniel. Todos já o conhecem e do que é capaz. Viva.
A viagem foi demais. 6 horas de estrada à beira mar com muito para contar. A corrida contra o sol começou depois do Dani ser penteado ainda antes da ponte do Kwanza. Eu avisei! :)
50 USD depois já estava eu no volante e foi aí que ganhámos ritmo.
Foto aqui, foto ali, paragem aqui, gargalhada ali fomos chegando a Benguela.
Jantar, copos e palhaçada foi até o sol raiar. Só queria dormir quando o Paulo não deixou... "vamos à Macaca! Tenho uma praia". Como é grande Angola.
Aqui já estávamos acompanhados pela famosa Bavaria 8.6 e o seu namorado Escocês. Logan.
Almoçámos com os ilustres generais, administradores da praxe num sítio perdido com umas belas rotundas e uns peixes divinais (mariquitas) e voltámos para a cidade.
Ainda deu tempo para comprar umas acções em Nova York e arrochar até ao dia seguinte.
Valeu!
O que valeu a pena foi o último fim de semana em Benguela. Partimos de Luanda ainda de manhã depois de deixar a Cláudia no Aeroporto com destino ao Brasil. Super grávida só queria chegar a casa e meter os pés para cima. Nós não. Queríamos meter o pé na estrada e aproveitar este tempo juntos.
Também não quero descrever o Daniel. Todos já o conhecem e do que é capaz. Viva.
A viagem foi demais. 6 horas de estrada à beira mar com muito para contar. A corrida contra o sol começou depois do Dani ser penteado ainda antes da ponte do Kwanza. Eu avisei! :)
50 USD depois já estava eu no volante e foi aí que ganhámos ritmo.
Foto aqui, foto ali, paragem aqui, gargalhada ali fomos chegando a Benguela.
Jantar, copos e palhaçada foi até o sol raiar. Só queria dormir quando o Paulo não deixou... "vamos à Macaca! Tenho uma praia". Como é grande Angola.
Aqui já estávamos acompanhados pela famosa Bavaria 8.6 e o seu namorado Escocês. Logan.
Almoçámos com os ilustres generais, administradores da praxe num sítio perdido com umas belas rotundas e uns peixes divinais (mariquitas) e voltámos para a cidade.
Ainda deu tempo para comprar umas acções em Nova York e arrochar até ao dia seguinte.
Valeu!
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