quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

mensagem de natal


Era uma vez Deus a falar com um amigo...

- Manz, não sei onde hei-de deixar a semente...
- Vai a Marte. Tens umas miúdas que te passas...
- Não... são bué verdes. Não curto.
- Jupiter... lá tudo é grande!
- Nada! Muito longe e não tenho paciência para tanta oferta.
-E na Terra?
- Achas? 2000 mil anos atrás estive lá, mandei uma queca na mulher do carpinteiro e ainda hoje falam nisso!

Feliz Natal! :)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

a inveja é uma coisa muito feia...


Das Fúrias infernais foi sempre a Inveja
No mundo a mais fatal e a mais medonha,
Pois faz dos bens dos outros a peçonha
Com que a si mesma se envenena e peja.

Com ira e com furor, raivosa, arqueja,
Com vinganças, traições, com ódios sonha.
Onde quer que se encoste e os olhos ponha,
Tragar as ditas dos mortais deseja.

Mãe dos males fatais à Sociedade,
Vidas, honras destrói, cismas fomenta,
Nutrindo n'alma as serpes da Maldade.

O próprio coração que come a alenta,
Vive afogada em ondas de ansiedade,
Da frenética raiva se alimenta.

Francisco Joaquim Bingre, in 'Sonetos'

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

coleguismo?


Isto de ter um blog é porreiro. Não porreiro como diz o Sócrates, que desse quero é distância, mas porreiro para desabafar, para dar opinião ou mesmo para evitar perder a cabeça e desancar um gajo à palavra!
Hoje confesso que me apeteceu desancar um gajo à palavra. Infelizmente ele cortou-ma e entrou noutro capítulo da nossa relação. A indiferença. Não suporto faltas de educação, berço e grosserias. A vida aqui não pode ser disputada como da última coca-cola no deserto se tratasse senão corremos imensos riscos porque estamos a lutar com quem não nos pode matar. Eu sei disso e ele não. O que não sei e se sei reagir e ultrapassar. Não creio que consiga.

Para terminar, que as minhas reflexões são curtinhas, deixo-vos este pensamento: Costumo definir competência dos colegas pelo nível de satisfação que fornecem ao cliente interno. Uma das grandes pistas para esta consideração e ver quantos e-mails por responder têm na caixa de correio. Quantos mais pior, obviamente. Este tem 800 give or take eu tenho 1...
Alguns fazem as pazes com os defeitos, e logo chega a sua ruína. by Sto Afonso Maria de Ligório

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

novelos aéreos



Conjectura: comprei um bilhete = vou viajar. Realidade: comprei um bilhete = talvez vá viajar.
Comprar um bilhete na TAAG significa já uma grande vitória. Significa que entrei no clube dos eleitos que têm direito a um título de transporte de tal ilustre companhia aérea. Quando? Isso é outra história, tem calma, espera só yá?

Para se conseguir viajar é necessário uma série de atributos. A saber:
1. Disponibilidade
2. Dinheiro
3. Cunha

A falta de algum destes itens pode resultar no adiamento da viagem e consequente reinício de todo o processo. Pensamento: “Bem eu queria passar aí o Natal mas pode ser que te veja na Páscoa” ou “Sim, já tenho bilhete mas ainda não confirmei. Chego no dia 22 ou 23. Ou 24.” Ou 25. Ou não chega sequer. Com tanta hesitação é o mais certo!
Acertei as datas e pedi as férias. Passo 1 completo – Disponibilidade.
Comprei o meu bilhete em Junho e já fui tarde. Devia ter sido em Janeiro porque no dia a seguir ao Natal estão todos os bilhetes reservados para o Natal seguinte! Haja paciência! Passo 2 finalizado – Dinheiro.
Como vos disse este é apenas o começo. Depois começa a dança das confirmações. Existem lugares talvez. Consigo confirmar não. Porquê? Porque razão é que haveria de lhe confirmar um bilhete que já comprou quando não sei quantos amigos irão aparecer até ao dia do voo com alguma urgência? É triste mas é real e assim vivemos de coração nas mãos com receio de não viajar no Natal. Passo 3 - em curso!
T.I.A meu amigos…

era uma vez...


Desde que comecei o blog que queria começar um post com a junção destas três palavras. Lembro-me que desde miúdo que começava todos os meus textos assim e quando não o fazia achava que faltava alguma coisa. Era uma vez a Anita no Circo, era uma vez o Pedro e o Lobo ou era uma vez a Bela Adormecida. Mas também era uma vez qualquer composição que fizesse. Mais tarde o era uma vez fez-se à vidinha e foi ultrapassada por uma série de outras expressões não tão belas como aquela. Lembro-me inclusivé quando assim deixou de ser. Uma professora de Português, que não achava muita graça à minha repetição e teimosia de iniciar assim os textos proibiu-me (facto comum naquela época) de usar o meu começo favorito sob pena de uns castigos (facto muito comum naquela época). Dizia ela que era uma pena que um menino com tanta imaginação começar sempre assim os textos. O que ela não sabia era que eu tinha aquele estilo porque sim e não por falta de imaginação. Gostava daquele começo e de me colarem à repetição. O que eu não sabia é que mais tarde iria perceber com tanta clareza o significado destas palavrinhas... era uma vez também significa que já não é, que passou que já não é mais e por vezes era uma vez uma linda história ou um final feliz...



quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

e pó Eduardo não vai nada, nada, nada... tudo!



Apenas uma lembrança para um dos poucos Senhores que conheci em Angola e já se foi! Foram poucas as vezes mas foram óptimas!
Um abraço pelos conselhos, pelas cervejinhas, pelo Jazz, pelo corte e costura que fizémos tão bem e sobretudo pelo estilo que me conquistou! Seja onde estiveres um abraço forte, o próximo será no Leblon ao vivo e a cores...

long time no write!


Nunca pensei que recebesse tantos pedidos para não deixar de escrever. Deve ser este meu estilo extremoso e fabricado que fidelizou os meus amigos predilectos que me conhecem tão bem. Pretensão e água Benta…
Hoje escrevo apenas porque nunca mais escrevi. Prometo voltar à produção anterior e deixar umas linhas de quando em vez. Dantes tinha mais tempo mas também menos histórias, hoje tenho pouca disponibilidade mas um repertório incrível de instantes africanos. E não só.
Amanhã vou deixar mais umas linhas sobre a aviação e de como um bilhete de avião nada vale a não ser que se confirme. Interessante também vai ser descobrir como se consegue arrumar 500 pessoas onde só cabem 250 e como uma lista de espera de um voo natalício pode começar desde Janeiro. Imperdível.