quinta-feira, 21 de abril de 2011

A MINHA SELECÇÃO NACIONAL





Toda a gente sabe que uma equipa que se quer forte tem de ser construída de trás para a frente. Esta é daquelas chavões futebolísticos antiga mas certeiros. Por essa razão, na minha Selecção Nacional, começo pela posição de guarda-redes e o lugar vai direitinho para a Padeira de Aljubarrota. Este lugar, ponto-chave de qualquer selecção, é entregue à única representante feminina; a nossa Padeira. Com esta grande profissional e especialista em Espanhóis, vai tudo à frente seja com a mão, seja com o rojo!
Os defesas laterais escolhidos são o Fernando Pessoa, lateral direito de grande velocidade, modernista e com muita criatividade. É um lateral que escapa aos cartões porque uma vez admoestado passa a chamar-se Álvaro de Campos ou Ricardo Reis e assim continua a jogar! Do outro lado temos o grande D. Dinis, um exemplar impulsionador da cultura, da diplomacia e das exportações nacionais. Elemento muito útil em jogos fora de portas!
De realçar é a linha defensiva combativa deste Selecção: Se é inegável a qualidade dos dois defesas centrais, Nuno Álvares Pereira e António Oliveira Salazar, que já demostraram grande qualidade a destruir jogo, mais fortes se tornam quando são apoiados pelo um trinco com os predicados do D. Afonso Henriques. Este três elementos são o garante uma defesa impenetrável e de grande resistência física!
Já a meio campo, onde é necessário tanto a força como a técnica, temos a médio centro, o internacional Santo António. De Lisboa para alguns, de Pádua para outros, o que interessa meus amigos é que com milagres e enlaces à mistura aqui, Valha-me Deus, se não temos um meio campo fiel!
Nas alas temos encontramos dois executantes de grande valia, visão, experiência e habilidade. O Fernão de Magalhães, mais conhecido por Magellan, e o Pedro Álvares Cabral são o bom exemplo de dois extremos contemporâneos com grande desembaraço a descobrir novos caminhos para a baliza!
Na linha avançada temos dois nomes incontornáveis e de dimensão universal: A Nº 10 o Marquês de Pombal, vulgo Conde de Oeiras, caracterizado por um jogador de grande capacidade técnica e fantasia e a ponta de lança o incomparável artilheiro Vasco da Gama, um nome que serve para todo o serviço: ele é pontes, torres, centros comerciais e até clubes de futebol em terras de Vera Cruz!
Obviamente que a treinador só podia ser o grande estratega D. João II que tantos títulos já deu a Portugal.

N.D.R. – Excluídos desta Selecção temos à cabeça o Cristóvão Colombo e o Luiz Vaz de Camões. O Colombo não joga porque se virou para o inimigo. Não se enganem, Cuba foi só uma tentativa frustrada de nos pedir desculpa. Não se cospe onde se come Sr. Cristóvão! O Luiz coitado perdeu a vista e não serviria para muita coisa. Talvez servisse noutros capítulos da vida e emprestasse alguma da sua poesia aos Portugueses de agora. Podia ser que assim não fossem tão tristonhos.