quarta-feira, 16 de setembro de 2009

a porta aberta


Tudo começou ontem às 8h da manhã quando o Félix me apresentou à porta de casa a M. Olhei para ela como a salvação das minhas roupas e imaginei a sujidade tal qual um monstro a ser dominado pelo esfregão. Qual quê. Rápido percebi que iria ser complicado explicar o que é uma máquina que lava a roupa sozinha e a importância de se lavar a banheira. Tremi mas arrisquei!
Confesso que me abstraí durante toda a manhã mas resolvi passar em casa à hora do almoço. Só para ver como estavam as coisas, entendem? Até que pareciam bem o que me levou ao 2º erro... Ó M, quando saíres bate a porta da cozinha e fecha o portão com força. Ok? Saí descansado. Voz forte e decidida. Ela compreendeu. Yá!
Assim que voltei estranhei ouvir bater o portão ao vento. Decidi entrar pela garagem para ver se ela ainda estava em casa. Não estava no jardim mas a porta da cozinha estava aberta. Deve estar em casa pensei eu. Não estava ninguém e a minha casa estava completamente aberta...
Ensaiei uma série de abordagens para tentar compreender a situação mas tudo se afigurava irreal e absurdo. Não consigo compreender tanta estupidez. O que será que lhe passou na cabeça? Se não é responsável com a casa que fará com o resto? Decidi não pensar mais em nada e lidar com a situação pela manhã.
Hoje de manhã descobri que a senhora tinha usado a minha Gillete... M? Estás despedida...

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